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Historias, Testemunhos ou Desabafos.

Daiane, 36 anos – Brasileira em Portugal a 6 anos – Desempregada

A mãe imigrante carrega mais do que malas, carrega bagagens, sendo elas memórias, saudades e esperanças. Deixamos para trás a terra que nos ensinou a ser filha, para tentar ser mãe em outra terra, onde por mais que pareça ter a mesma língua, é bem diferente, nessa nova língua vem a cultura, os costumes e cheiros.

A solidão dias frios, mas a cada por sol em casa amanhecer!

Saber agradecer pelo sol nos dias frios, e pela sombra nos dias ensolarados.
Aprende a sorrir mesmo sem entender todas as palavras…por vezes enfrenta desafios com uma coragem silenciosa.
No supermercado faz comparação de preços com a mente cheia de conversão e no coração a conta apertada de sonhos.
Aprendemos a educar nossos filhos em dois mundos, o que nos conhecemos e o que estão descobrindo, nem sempre é fácil, mas a vida vai nos moldando de acordo com as dificuldade de cada ciclo enfrentado!
Vem também a divisão dos sotaques, pois as vezes até nos mesmos se pega falando tais gírias.
As vezes choramos em silêncio, de saudade, de exaustão e medo.

Mas nossos filhos são a nossa força de nunca parar, trabalhamos dobrado para garantir o que nunca tivemos, afinal foi aqui que escolhemos a educar nossos filhos.
Mãe é ponte, raiz é asa, é a prova viva de que amor atravessa fronteiras, e em qualquer idioma é feita de coragem e sacrifícios.
E já ouvi uma frase que pra mim se encaixa perfeitamente na maternidade.
“É justo que muito custe o que muito vale”!
Ser mãe é isso! Independente do país sempre precisará haver renúncias.